Esquema envolve recursos de emendas em 51 cidades do Ceará e até possível extorsão

O deputado federal Antônio Luiz Rodrigues Mano Júnior (PSB–CE) — mais conhecido como Júnior Mano — está sob investigação da Polícia Federal, por determinação do STF, por envolvimento em esquema de desvios de emendas parlamentares, compra de votos e fraude em licitações em pelo menos 51 municípios do Ceará.
O que aponta a investigação
- Desvios coordenados
- Apontado como “peça central” no uso de emendas para financiar campanhas eleitorais, o parlamentar teria atuado em conjunto com um grupo político local, incluindo o prefeito de Choró, o foragido Bebeto do Choró (PSB) .
- Extorsão e corrupção passiva
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou à PF abertura de inquérito para investigar denúncias de extorsão, com apoio de advogado e empresário, conforme pedido da PGR.
- Compra de votos via Pix e fraude em licitação
- A ex-prefeita de Canindé, Rozário Ximenes, relatou que emendas eram usadas em operações irregulares, incluindo compra de votos via Pix e licitações fraudulentas em dezenas de cidades.
Tramitação no STF
- O ministro Gilmar Mendes decidiu que, por ter foro especial, Júnior Mano deve ser investigado no STF. Em fevereiro de 2025, manteve o inquérito no Supremo e exigiu relatório parcial da PF.
- O caso já conta com a manifestação da PGR, e está em andamento a coleta de documentos, quebras de sigilo e depoimentos.
A posição de Júnior Mano
- O deputado nega todas as acusações, afirmando ser vítima de perseguição política e garantindo que sua atuação se deu apenas em âmbito legislativo, sem influência sobre licitações municipais.
- Também ressaltou que “confia plenamente que sua inocência será reconhecida” e afirmou estar “à disposição das autoridades” .
Impactos e próximos passos
- Investigação avança com depoimentos de envolvidos, análise financeira das emendas e documentação relacionada ao esquema.
- Caso siga para denúncia, Júnior Mano poderá responder por crimes como corrupção passiva, fraude em licitações, extorsão e formação de organização criminosa.
- Há risco de ação penal no STF, que pode resultar em condenação ou absolvição.
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