Senador acusa setores do Judiciário de desviar o foco das sanções dos EUA contra ministro do STF usando o ex-presidente como alvo político

Brasília — 5 de agosto de 2025
O senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou nesta segunda-feira que as especulações sobre uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro fazem parte de uma “estratégia de distração” para desviar a atenção das recentes denúncias e sanções internacionais contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Marinho, a divulgação de supostas novas provas contra Bolsonaro no inquérito das fake news e dos atos de 8 de janeiro é “oportunamente cronometrada” com a decisão dos Estados Unidos de sancionar Moraes sob a Lei Global Magnitsky, que acusa o magistrado de violações de direitos humanos e abuso de autoridade.
“Estão tentando criar uma cortina de fumaça. Inventam escândalos sobre Bolsonaro sempre que querem esconder os excessos e abusos do ministro Moraes”, disse o senador durante entrevista coletiva no Senado.
Marinho também afirmou que setores da imprensa estariam colaborando com essa narrativa, ao priorizar notícias que desgastem Bolsonaro e minimizem o impacto diplomático da sanção americana. “É um jogo de manipulação para proteger quem realmente está no centro da crise institucional”, completou.
A fala do senador repercutiu entre parlamentares da oposição, que pedem uma CPI para apurar as consequências das ações do STF sobre o cenário político e as relações exteriores. Já aliados do governo minimizaram as críticas e afirmaram que Bolsonaro deve responder à Justiça de forma independente das questões internacionais.
O STF ainda não comentou oficialmente as declarações de Marinho.