Ex-presidente e aliados são acusados de tentativa de golpe e ataques à democracia; julgamento poderá ocorrer ainda neste semestre

Reportagem:
Brasília — 14 de agosto de 2025
O processo que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados por suposta tentativa de golpe de Estado entra em fase decisiva. Após a entrega das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos réus, o caso está pronto para que o Supremo Tribunal Federal (STF) marque a data do julgamento.
A ação trata da suposta articulação para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de questionamentos infundados ao processo eleitoral e incitação de atos antidemocráticos. Entre os réus estão ex-ministros, generais e assessores próximos a Bolsonaro.
A expectativa é que o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, leve o processo a julgamento ainda neste segundo semestre. Fontes próximas ao STF afirmam que a Corte pretende encerrar o caso antes das eleições municipais de outubro, diante da gravidade das acusações.
As alegações finais da PGR reforçam que houve tentativa de “ruptura institucional” coordenada, com uso da máquina pública para deslegitimar as eleições de 2022. Já as defesas alegam perseguição política, ausência de provas materiais e tentativa de criminalizar o discurso político.
Caso condenado, Bolsonaro pode perder direitos políticos e enfrentar penas de prisão, agravando ainda mais sua situação judicial. O clima político segue tenso, com manifestações marcadas tanto por apoiadores quanto por opositores do ex-presidente.
O julgamento será mais um capítulo-chave na crise institucional que marcou o Brasil nos últimos anos.