O ex-prefeito de Porto Velho, Carlos Alberto Azevedo Camurça, conhecido como Carlinhos Camurça, foi condenado a 20 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável.

A sentença foi proferida pela Justiça de Rondônia após o ex-gestor ser denunciado por abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos.

De acordo com os autos do processo, o crime teria ocorrido com o consentimento da mãe da vítima. A denúncia partiu do pai da adolescente, que ao tomar conhecimento da situação, procurou as autoridades e assumiu a guarda da filha. Exames médicos realizados confirmaram sinais de violência, inclusive com lacerações compatíveis com abuso sexual, o que fortaleceu as provas no inquérito.

O caso, tratado sob segredo de justiça durante as investigações, causou forte repercussão na capital rondoniense. Camurça, que foi prefeito de Porto Velho por dois mandatos e também exerceu mandato como deputado federal, negou as acusações, mas não conseguiu reverter o entendimento da Justiça, que considerou as evidências “graves e suficientes” para a condenação.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que houve clara violação dos direitos da criança e classificou o ato como “repulsivo e inadmissível por parte de uma figura pública que já ocupou cargos de alta relevância”.

Carlinhos Camurça já havia enfrentado outros processos na Justiça, incluindo uma ação de improbidade administrativa envolvendo a construção da Feira do Produtor em Porto Velho, ainda durante seu mandato como prefeito.

Com a condenação, o ex-prefeito deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado. A defesa já sinalizou que pretende recorrer da decisão.

A condenação de uma figura pública como Camurça reforça a importância da responsabilização em casos de crimes sexuais e expõe a necessidade de fortalecer a proteção às crianças e adolescentes, garantindo justiça às vítimas.

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