Ministro do STF aponta que ex-presidente pode ter sido beneficiado por ações do filho contra o Judiciário brasileiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Federal no prazo de até dez dias. A decisão está inserida no inquérito que investiga o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta atuação nos Estados Unidos visando pressionar o Judiciário brasileiro.

Na decisão, Moraes destacou que Jair Bolsonaro é o “responsável financeiro” pela permanência de Eduardo nos EUA e que pode ter sido “diretamente beneficiado” pelas ações do filho. O ministro também autorizou que Eduardo preste esclarecimentos por escrito, considerando que está residindo no exterior desde fevereiro, após se licenciar do mandato parlamentar em março. 

O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de que Eduardo Bolsonaro teria articulado, junto a autoridades norte-americanas, sanções contra membros do STF, incluindo o próprio Moraes. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, tais ações teriam o objetivo de “coagir” o Supremo e “embaraçar o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal” contra Jair Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe de Estado. 

Além de Jair e Eduardo Bolsonaro, o ministro também determinou a oitiva do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que protocolou uma representação criminal sobre o caso. 

A investigação considera possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. 

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