Organização criminosa mantinha tabela de preços para execuções e mirava advogados, políticos e até ministros do Supremo

A Polícia Federal revelou nesta terça-feira (27) detalhes estarrecedores da operação que desarticulou um grupo extremista, atuante em Mato Grosso e outros estados, que se autodenominava como um verdadeiro “caça-comunistas”. O grupo está diretamente envolvido no assassinato do advogado Domingos Sávio e planejava outros atentados, incluindo contra autoridades de alto escalão, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como atuava o grupo criminoso:
- Operava com organização paramilitar, mantendo estrutura de comando, células independentes e até treinamentos táticos.
- Produzia uma “tabela de preços” para execução de pessoas, baseada no perfil da vítima (advogados, políticos, servidores públicos e empresários).
- Agia com motivação política e ideológica, se autodenominando como “defensores da pátria” contra comunistas, autoridades e instituições.
Autoridades na mira, incluindo ministros do STF
Durante as investigações, a PF revelou que o grupo mantinha conversas com menções explícitas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas trocas de mensagens e áudios interceptados, os criminosos tratavam os magistrados como “inimigos da pátria” e discutiam formas de intimidação, além de citar planos de atentados violentos.
Embora os investigadores não tenham divulgado oficialmente os nomes dos ministros, fontes próximas à operação indicam que os alvos seriam magistrados conhecidos por atuarem no combate aos atos antidemocráticos.
“É uma célula de extremistas que se considera no direito de decidir quem vive ou quem morre, baseada numa visão distorcida de patriotismo e ódio ao Estado Democrático de Direito”, declarou um delegado da PF envolvido no caso.
🪧 Tabela de preços para morte
Entre os documentos encontrados estavam listas com valores cobrados para execuções, que variavam de acordo com:
- Grau de exposição pública da vítima.
- Localização geográfica.
- Tipo de segurança pessoal.
Por exemplo, advogados eram alvos frequentes, com valores que poderiam variar entre R$ 60 mil e R$ 250 mil, dependendo do contexto.
Próximos passos da investigação:
- A PF já pediu a quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário dos principais suspeitos.
- Investigadores apuram se há financiamento externo, inclusive de atores políticos, para sustentar o grupo.
- Novas prisões não estão descartadas nas próximas fases da operação.
⚠️ Este caso evidencia até que ponto a radicalização política e o discurso de ódio podem se transformar em atos concretos de violência.
O Brasil assiste com preocupação o crescimento de grupos extremistas que atentam contra a democracia, o estado de direito e a vida de cidadãos.