Em entrevista à TV Bahia, presidente diz que, sem recorrer ao Supremo, não conseguiria governar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (2) sua decisão de entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a derrubada do decreto que reajustava o IOF, afirmando que não conseguiria governar sem a intervenção da Corte .
Na entrevista concedida ao programa Jornal da Manhã, da TV Bahia, Lula enfatizou:
“Se eu não for à Suprema Corte, eu não governo mais o país… Cada macaco no seu galho. Ele [Congresso Nacional] legisla, eu governo.”
Ele ainda explicou que, em meio à crise institucional, viu como única saída judicializar o tema após acordo político ter sido descumprido:
“Sou agradecido ao Congresso, mas, se eu não recorrer à Suprema Corte, não consigo governar. Cada macaco no seu galho: eles legislam, eu governo”
Contexto da crise
- O decreto do IOF, assinado pelo governo, foi derrubado pelo Congresso, suscitando uma disputa institucional — Lula resolveu acionar o STF para garantir o poder de editar decretos tributários.
- A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) para validar o decreto no Supremo, reforçando a tese de que cabe ao Executivo legislar sobre tributação.
Implicações políticas
Essa declaração reforça a crescente judicialização de conflitos entre Executivo e Legislativo, levantando debates sobre os limites do papel de cada poder. O uso do STF como árbitro em disputas institucionais acende discussões sobre governabilidade, equilíbrio entre poderes e risco de precedentes que ampliem a intervenção judicial no processo político.
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