Deputada afirma que saiu do país para buscar tratamento médico, mas decisão gera polêmica e forte repercussão no cenário político

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil poucos dias após ser condenada, no último 18 de maio, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão. A condenação foi motivada pela sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto.

Segundo informações divulgadas pelo G1, pela CNN Brasil e confirmadas pela própria defesa da parlamentar, Zambelli saiu do país alegando necessidade de tratamento médico, sem especificar, no entanto, qual seria o problema de saúde ou o local de destino.


Relembre o caso

Carla Zambelli foi denunciada após as investigações que envolveram o hacker Walter Delgatti, o mesmo responsável pela invasão de dados da operação Lava Jato anos atrás. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, a deputada teria contratado Delgatti para realizar ataques cibernéticos aos sistemas do CNJ.

Os objetivos seriam obter informações sensíveis, produzir falsas decisões judiciais e tentar desestabilizar instituições do Poder Judiciário.

O STF, em votação unânime, considerou que as ações de Zambelli configuraram os crimes de:


Repercussão nacional

A saída de Carla Zambelli do Brasil gerou imediata reação nas redes sociais e no meio político. Parlamentares da oposição acusaram a deputada de tentar fugir da Justiça.

Em nota, a defesa da parlamentar afirma:

“A deputada Carla Zambelli viajou legalmente para cuidar da sua saúde. Está ciente de seus deveres como representante eleita e retornará ao país para enfrentar os trâmites legais, caso necessário.”

Por outro lado, ministros do STF e membros do Ministério Público acompanham o caso de perto, discutindo possíveis medidas legais, inclusive eventual solicitação de prisão internacional, dependendo dos desdobramentos.


Situação atual


O que pode acontecer agora?

  1. Se ela não retornar dentro dos prazos legais, o STF pode determinar:
    • Prisão preventiva
    • Inclusão na lista da Interpol
    • Pedido de extradição, dependendo do país onde ela estiver
  2. Se apresentar laudos médicos que comprovem a necessidade de tratamento, a defesa pode pedir o adiamento do cumprimento da pena até conclusão do processo em definitivo.