Cortes de Trump ameaçam fechar organizações humanitárias no Brasil em 2026.

O congelamento de grande parte da ajuda externa dos Estados Unidos anunciado pelo governo de USAID e reafirmado pelo governo Trump coloca em risco a sobrevivência de diversas organizações humanitárias que atuam no Brasil — especialmente aquelas voltadas a populações vulneráveis, comunidades indígenas, conservação da Amazônia e assistência a migrantes.
O corte atinge projetos de saúde, meio ambiente, desenvolvimento comunitário e apoio a refugiados — áreas nas quais a USAID já investiu milhões de dólares. No Brasil, por exemplo, programas ambientais e sociais que dependiam dos recursos da agência agora enfrentam a interrupção ou paralisação definitiva.
Organizações não governamentais alertam que a suspensão abrupta dos repasses deixa milhões de pessoas vulneráveis sem acesso a serviços básicos, como saúde, educação, assistência social e apoio no âmbito da migração.
A possível extinção ou paralisação dessas ONGs até 2026 levanta preocupações graves não apenas sobre o impacto social imediato — com risco de aumento da miséria, insegurança alimentar, desproteção de migrantes e retrocesso nas políticas ambientais —, mas também sobre consequências de longo prazo para a justiça social, a proteção de povos tradicionais e o desenvolvimento sustentável no país. Especialistas ressaltam que “esse vácuo humanitário” dificilmente será preenchido por outros fundos ou governos com a mesma agilidade.
Governo brasileiro, sociedade civil e demais países apoiadores serão pressionados a buscar alternativas para não deixar populações vulneráveis desassistidas. Mas o cenário é de incerteza — e muitas das ONGs podem encerrar atividades já no começo de 2026.