Operação conjunta entre autoridades americanas e brasileiras resulta na prisão de duas mulheres acusadas de participação nos atos de 8 de janeiro.

Duas brasileiras foragidas da Justiça, condenadas por participação nos atos de 8 de janeiro em Brasília, foram presas ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos. A prisão ocorreu na fronteira entre o México e os EUA, durante uma operação que ganhou força com a política migratória mais rígida adotada sob a gestão de Donald Trump.
As mulheres, que estavam na lista de procurados da Interpol, tentavam atravessar a fronteira utilizando documentos falsos e rotas clandestinas. Segundo autoridades americanas, o alerta vermelho emitido pelo Brasil foi fundamental para o rastreio e captura das acusadas.
Quem são as foragidas?
As duas são naturais dos estados de Goiás e Mato Grosso, ambas condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados aos ataques e depredações ocorridos em Brasília no 8 de janeiro de 2023. Elas já haviam sido consideradas foragidas há mais de um ano.
Cooperação internacional
Fontes da Polícia Federal informaram que a cooperação entre os governos brasileiro e americano foi essencial. Assim que tentaram ingressar nos EUA, agentes da imigração cruzaram os dados com o sistema internacional de alertas e realizaram as prisões.
Após a detenção, ambas foram encaminhadas para centros de detenção migratória no Texas, onde aguardam os trâmites para extradição.
Reações políticas
O caso gerou reações distintas no Brasil. Parlamentares da direita veem a prisão como perseguição política, criticando as penas impostas pelo STF. Já setores da esquerda reforçam que a Justiça está sendo cumprida, inclusive no cenário internacional.
Próximos passos
As autoridades brasileiras já formalizaram o pedido de extradição. O Itamaraty e o Ministério da Justiça acompanham de perto o caso. A expectativa é que as foragidas sejam trazidas de volta ao Brasil nas próximas semanas para cumprimento das penas.