Itamaraty é orientado a reagir com firmeza, mas de forma discreta, após secretário de Estado dos EUA sinalizar possível punição ao ministro do STF

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mobilizou sua diplomacia para proteger o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, diante da possibilidade de sanções por parte dos Estados Unidos. A medida surge após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar que há uma “grande possibilidade” de o governo de Donald Trump aplicar sanções contra Moraes, com base na Lei Global Magnitsky, que permite punições a indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.
Em resposta, o presidente Lula instruiu o Ministério das Relações Exteriores a adotar uma postura firme, porém discreta, evitando manifestações públicas que possam intensificar a crise diplomática. A orientação é de que o Itamaraty cobre respeito à soberania brasileira e à independência dos poderes, destacando que um país estrangeiro não deve interferir na autonomia institucional de outro .
Até o momento, o governo dos EUA não tomou medidas concretas contra Moraes, o que levou o Itamaraty a optar por não emitir notas oficiais, mantendo os canais diplomáticos abertos para diálogo. Internamente, membros do STF expressaram preocupação com a ameaça, mas seguiram a orientação de não se pronunciar publicamente sobre o assunto.
A única manifestação pública veio do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que, sem mencionar diretamente os EUA, ressaltou a importância da separação dos poderes como pilar do Estado de Direito e destacou que a boa convivência entre nações pressupõe reciprocidade e respeito mútuo .
A situação evidencia as tensões nas relações Brasil-EUA e levanta debates sobre soberania nacional e interferência externa, com o governo brasileiro buscando equilibrar a defesa de suas instituições e a manutenção de relações diplomáticas estáveis.
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