Ministro do STF afirma que decisão do magistrado mineiro foi fora da competência e contrária à lei

O mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado pelo STF a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, foi solto nessa quarta-feira (18) pela Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), sob decisão do juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro. Ferreira havia sido beneficiado com a progressão para regime semiaberto após cumprir cerca de 2 anos e 4 meses (aproximadamente 16%) da pena, sob alegação de boa conduta carcerária.

Na noite desta quinta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou:

  1. A prisão imediata de Ferreira, com retorno ao regime fechado;
  2. investigação da conduta do juiz Lourenço Migliorini, encaminhada à Polícia Judiciária do STF.

Moraes fundamentou a decisão afirmando que o juiz de Uberlândia não possuía competência legal para ordenar a soltura, pois o caso tramita diretamente no STF. Além disso, segundo o ministro, a legislação exige 25% de cumprimento da pena para progressão, enquanto Ferreira cumpriu apenas cerca de 16%.

Sobre a progressão de regime

Consequências e repercussão

O que esperar a seguir