Cheia atinge pico em 2025 e dá sinais de recuo, aliviando comunidades ribeirinhas e autoridades locais

Porto Velho (RO) — O Rio Madeira atingiu neste mês a cota máxima de 16,74 metros, marcando o ponto mais alto da cheia em 2025. Após semanas de elevação contínua, o nível começou a apresentar sinais de recuo, conforme dados da Defesa Civil e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

A cheia afetou diretamente a vida de 51 comunidades ribeirinhas, que enfrentaram alagamentos, dificuldades de locomoção e interrupções no acesso a serviços essenciais. Com o início da descida do nível do rio, a expectativa é de que a situação comece a se normalizar nas regiões mais impactadas.

“O pico da cheia já passou. Ainda temos pontos alagados, mas o recuo do nível do rio é um sinal positivo”, informou o coordenador da Defesa Civil de Porto Velho.

Impactos e Assistência

Além das comunidades ribeirinhas, ramais e estradas vicinais foram comprometidos, afetando o transporte de mercadorias e o acesso à zona rural. Em resposta, a prefeitura e o governo estadual intensificaram ações de assistência, com o envio de cestas básicas, água potável e apoio logístico às áreas atingidas.

Equipes da Defesa Civil seguem monitorando as condições das localidades afetadas e prestando suporte a famílias em situação de vulnerabilidade.

Previsão e Cuidados

Embora o recuo do nível do rio traga alívio, as autoridades alertam que o período de chuvas ainda não terminou. Novos episódios de elevação do rio não estão descartados, especialmente se houver chuvas intensas nas regiões de cabeceira.

A orientação é que os moradores das áreas de risco permaneçam atentos aos avisos oficiais e evitem retornar às residências alagadas sem autorização técnica.