Juliana Marins, de 26 anos, foi localizada sem vida após quatro dias presa em local de difícil acesso

O governo brasileiro confirmou que Juliana Marins, de 26 anos, natural de Niterói (RJ), morreu depois de cair durante uma trilha no vulcão ativo Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia. A corpo da jovem foi encontrado por equipes de resgate nesta terça-feira (24), após quatro dias de intensa operação em terreno extremamente inacessível.
Linha do tempo do incidente
- 21 de junho (sábado): Juliana, que viajava sozinha e documentava sua jornada, caiu cerca de 300 metros abaixo de uma trilha próxima à cratera do Rinjani, durante caminhada com guia e outros turistas.
- 22 a 23 de junho: Apesar de vídeos de drone localizarem Juliana cerca de 500 metros abaixo do topo, resgates foram dificultados pela neblina, instabilidade do terreno e limite do tamanho das cordas, conforme relatos das equipes.
- 24 de junho: Após intenso esforço, equipes chegaram ao local por cordas, confirmando o óbito. As autoridades informaram que o corpo apresentava sinais de morte há dias.
Desafios da missão de resgate
- Terreno íngreme e instável, com despenhadeiros de até 650 metros.
- Condições climáticas adversas, com neblina e chuvas que atrasaram a progressão das equipes de busca.
- Limitações técnicas, incluindo falta de cordas mais longas e ancoragens seguras, além da impossibilidade de uso de helicópteros em etapas finais da trilha .
Repercussão e últimas informações
- A morte foi confirmada pela família, em nome do perfil “Resgate Juliana Marins”, usado para atualizar o caso.
- A Embaixada do Brasil em Jacarta acompanhou o resgate, mobilizando equipes locais para assistência.
- O governo brasileiro manifestou profundo pesar pela tragédia .
Sobre o Monte Rinjani
- Altitude: 3.726 metros, ativo e com histórico de erupções, incluindo grandes deslizamentos.
- Destino popular para trilhas desafiadoras; acidentes são relativamente frequentes devido à combinação de altitude, terreno irregular e mudanças climáticas repentinas.
Conclusão
O trágico episódio envolvendo Juliana Marins reforça os perigos associados a trilhas em locais remotos e ativos geologicamente. A falta de condições técnicas adequadas e o clima agravaram uma situação que poderia ter culminado em salvamento. A morte prematura de Juliana comoveu o Brasil e levanta a importância de medidas de segurança ainda mais rigorosas em destinos turísticos de alto risco.